Apesar da crise financeira mundial, a internet brasileira deve fechar 2009 com o maior volume de investimento publicitário de sua história. A expectativa é
de que o aumento seja de 24% em relação a 2008, e alcance R$ 940 milhões
(veja gráfico mais abaixo). Os dados são do IAB Brasil (Interactive
Advertising Bureau), instituto que trabalha para a difusão dos meios
interativos.
Com isso, o segmento online deve abocanhar 4,2% do total que foi investido pelo mercado publicitário no país em 2009 (confira quadro no fim deste
texto). Há três anos, essa fatia era de 1,78%. Para Pedro Cabral,
presidente no Brasil do IAB, essa parcela deve aumentar ainda mais. “Em quatro
anos, a internet deve assumir o segundo posto no ranking de investimentos
publicitários no país, hoje ocupado pelos jornais”, afirma.

De acordo com a entidade, parte do crescimento verificado em 2009 se deve à forte expansão do setor, que não sentiu tão fortemente o impacto das
restrições orçamentárias provocadas pela crise mundial como outros veículos. “A
internet foi, de longe, a que mais cresceu”, afirma. Se comparados os
faturamentos dos meios de comunicação entre novembro de 2008, no auge da crise
mundial, e novembro de 2009, os dados indicam que o maior salto foi dado pela
internet, que cresceu 37,19%. Os jornais expandiram em 1,8% seu faturamento, e
as revistas, em 4,99%.
No acumulado de janeiro a novembro de 2009, o cenário foi semelhante. As empresas de internet cresceram 23,27% em relação ao mesmo período do ano
anterior. A média de crescimento dos meios de comunicação em geral, que incluem,
entre outros, revistas, jornais e emissoras de televisão, foi de 2,11%. Os dados
de dezembro e o acumulado do ano devem ser divulgados em março.
A democratização no acesso à internet no país deve impulsionar ainda mais o fluxo de investimentos vindos da publicidade. Já são 68,5 milhões brasileiros
conectados, e classe C é a que mais cresce em participação. “A internet se
popularizou muito nos útlimos dois anos”, afirma Cabral.
Além disso, o Brasil continua sendo o país que por mais tempo acessa a internet no mundo, com 24 horas e 48 minutos por mês, e a adoção da banda larga
representava 83% das conexões em 2008. A chegada da internet aos telefones
celulares no Brasil promete ampliar esses valores. O resultado disso é uma
mudança no mercado publicitário que, diante da expansão no número de internautas
no país, precisa se adequar ao novo público e dar mais atenção a esse meio.
“A mídia digital ainda é utilizada de forma tímida pela publicidade”, diz Cabral. Ele cita o caso da Inglaterra, onde a internet, pela primeira vez,
recebeu em 2009 mais investimentos de publicidade do que outros meios de
comunicação. Nos Estados Unidos, a perspectiva também é otimista: em três anos,
a internet deve ficar com um terço do fluxo desses investimentos, junto com a TV
a cabo e a aberta.

Fonte: UOL (SP)
Tags: Mpostnoticias, mídia, publicidade
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