Opinião do MPost
São Paulo necessita de investimentos importantíssimos a serem feitos para a articulação da cidade.
Investimentos estruturadores que além de organizarem os deslocamentos de coletivos e autos promovam a organização do espaço urbano. Na zona norte, vários planos apontam a necessidade de construção de uma nova avenida sobre a faixa de domínio da Eletropaulo ao norte da Marginal do Tietê, que é conhecida pelo nome de Apoio Norte da Marginal do Tietê.
Esta avenida, prevista para ser implantada já com faixas reservadas para a circulação de ônibus no Plano Diretor aprovado em 2003, se construída, melhoraria a acessibilidade na direção leste – oeste na Zona Norte, que é bastante precária, ordenaria a circulação dos coletivos e autos nesta direção, promoveria a requalificação urbana da região, e também aliviaria o tráfego na Marginal do Tietê.
Quem precisa hoje se deslocar na Zona Norte na direção Leste/Oeste tem como única alternativa a Marginal do Tietê, que funciona para a região norte como uma avenida arterial de distribuição de tráfego e não como uma via expressa.
Este tráfego local de curta distância conflita com o de passagem do anel viário. O incremento dos movimentos nos acessos de entrada e saída, os altos volumes de entrelaçamento na pista local e a sobrecarga do tráfego nas pontes são os efeitos negativos que prejudicam o desempenho da Marginal do Tietê como via de passagem.
Estes atritos não serão eliminados com o alargamento da pista em curso, ao contrário poderão ser intensificados.
Para o trânsito da Marginal do Tietê e também para a cidade, melhor seria a implantação da avenida Apoio Norte da Marginal do Tietê, conforme aponta Plano Diretor de 2003, e também o Projeto da Operação Urbana Carandiru. Planos e projetos que foram engavetados.
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